Eficiência Energética Residencial – Parte III: Pisca-Piscas

árvore de natal

O fim do ano se aproxima e o espírito de natal começa a florescer através dos enfeites luminosos destacados nas fachadas das residências.  Os pinheirinhos são alegrados com os famosos pisca-piscas de maneira a dar cor e luz à data festiva. Por serem fisicamente pequenos, tais cordões de lâmpadas dão a ideia de consumirem uma pequena parcela de energia elétrica. Assim sendo, muitos ignoram seu consumo e os deixam ligados a uma considerável fração do dia. E é aí que muitos se enganam.

Afinal, qual é o impacto dos pisca-piscas na fatura de energia elétrica? Para esse estudo, comparamos dois tipos de tecnologias de mini lâmpadas encontradas no mercado: as Incandescentes e as LED’s. Além disso, realizamos três comparações distintas quanto ao número de horas por dia em que as lâmpadas ficam acesas durante todo o mês de dezembro (31 dias). Por fim, consideramos a tarifa COPEL vigente para clientes do subgrupo B1 (residencial) – R$ 0,64543 por kWh com os Impostos.

Caso um cordão de 200 mini lâmpadas incandescentes fique ligado das 9 horas da noite às 7 horas da manhã do dia seguinte, o custo pela energia elétrica consumida será de R$ 12,00 ao mês. Tal custo pode ser diminuído principalmente por dois pontos: a peculiaridade do material e o tempo que o mesmo fica em funcionamento. Dessa forma, ao comparar as lâmpadas incandescentes com as de tecnologia Led, observamos uma redução expressiva em seu consumo e consequentemente em seu custo. Os R$ 12,00 passariam para R$ 2,40, ou seja, um preço cinco vezes menor. Caso diminuirmos na metade o tempo de uso considerado previamente, espera-se um custo reduzido em 50%.  Essas conclusões podem ser observadas na tabela abaixo.

Pisca-Piscas

De acordo com a Resenha mensal do Mercado de Energia Elétrica, publicado em Janeiro de 2016 pela Empresa de Pesquisa Energética, o consumo médio de energia elétrica em uma residência no Brasil foi de 161,8 kWh no ano de 2015. Assim sendo, o consumo de energia elétrica pelas mini lâmpadas incandescentes, caso sejam ligadas por 10 horas ao dia, representam expressivos 11,49 % da fatura total, ao contrário dos 2,3% quando utilizado a tecnologia Led. Os gastos de energia elétrica podem aumentar consideravelmente com a utilização dos pisca-piscas. Deixar de decorar a casa não é a melhor a solução, visto que as lâmpadas Led consomem bem menos energia, possuem uma maior durabilidade, além de possuírem uma maior intensidade luminosa.

A LEMKE recomenda algumas medidas para a economia de energia:

  • Reduzir o tempo dos pisca-pisca ligados;
  • Dar a preferência as lâmpadas LED;
  • É possível colocar timers em sistemas de iluminação de natal. Timer é um dispositivo que quando programado pode ser utilizado para desligar os pisca-piscas em um horário pré-determinado. Afinal, quem irá observar os enfeites quando todos estiverem dormindo?

Confira outras medidas para a economia de energia residencial:

   Eficiência Energética Residencial – Parte I: Televisão & Receptor – Clique aqui.
   Eficiência Energética Residencial – Parte II: Televisão e suas Tecnologias – Clique aqui.

Eficiência Energética Residencial – Parte II: Televisão e sua tecnologias

Eficiência Energética e Televisão

A escolha do modelo do televisor durante o seu processo de compra é de extrema importância, pois sua potência nominal é quem dará uma ideia do quanto de energia elétrica o aparelho consumirá ao longo de sua utilização. As diferentes tecnologias de televisão têm influências diferentes sobre o consumo. Algumas exigem uma maior quantidade de energia para funcionar, enquanto outras necessitam de muito menos. Para uma maior economia, é necessário observar alguns detalhes técnicos da televisão ao comprá-la, tais como a tecnologia de sua tela (Tubo, Plasma, LCD, LED e OLED) e o tamanho da mesma. Tais definições são sintetizadas abaixo.

  • Plasma: Sua tela é dividida em milhões de células, as quais são iluminadas individualmente, necessitando de uma grande quantidade de energia para o seu funcionamento.
  • LCD: Já os modelos de LCD contam com um sistema de iluminação fluorescente inteiriço. Consome menos energia que as telas de plasma, mas ainda assim não é o modelo mais econômico.
  • LED: Os modelos de televisão que utilizam as lâmpadas LED’s são um dos tipos utilizados de tecnologia LCD. As lâmpadas LED’s requerem menos energia que as lâmpadas fluorescentes, sendo mais econômicas que as de LCD.
  • OLED: Tecnologia mais moderna existente no meio de televisores. Não necessita de uma fonte para iluminação traseira, pois emite luz própria.

De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2015 – Hábitos de consumo de mídia pela população brasileira, estudado e divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, cada residência brasileira assiste em média 4 horas e 31 minutos por dia. Considerando esse intervalo de tempo, a LEMKE realizou algumas tabelas comparativas para ter a certeza de qual tecnologia é a mais apropriada para fins econômicos.

Para uma comparação entre as tecnologias Tubo, Plasma, LCD, LED e OLED, foi considerado três casos, os quais contemplam diferentes tamanhos de telas. O caso A compara televisões com telas entre 29 a 32 polegadas, o caso B entre 40 e 42 polegadas e o Caso C entre 52 a 55 polegadas. Além disso, para os devidos cálculos, foi utilizada a tarifa COPEL de energia do subgrupo B1 convencional com impostos inclusos (ICMS, PIS e COFINS), a qual possui um valor de R$ 0,64543 por kWh. Por fim, realizamos uma comparação do valor de consumo de televisões aos próximos dez anos com o valor da tarifa congelada. As tabelas podem ser analisadas abaixo.

É válido ressaltar que os valores apresentados acima variam entre modelos e marcas das televisões. Os valores considerados foram retirados de grandes marcas atuantes no mercado brasileiro e apresentam uma média de consumo.

Tecnologia de Televisores

Pode-se observar nas tabelas acima que nos três casos a tecnologia LED se sobrepõe, podendo ser considerada a mais econômica dentre as outras. Devido a esse motivo, é possível perceber que a demanda pelas televisões com a tecnologia LCD e Plasma tendem a se extinguir e de fato, elas já estão sendo difíceis de serem encontradas no mercado. Outro fator que podemos observar é que quanto menor a tela do televisor, menor é o consumo de energia elétrico e por consequência, menor são os impactos ambientais. A tecnologia LED é mais vantajosa financeiramente do que a LCD e Plasma, que por sua vez, são mais vantajosas que as de Tubo.

A troca de aparelhos televisores por muitas vezes é inviável, devido a seu custo significativamente alto para grande parte da população brasileira. Dessa forma, a LEMKE recomenda o remanejamento de televisores em sua residência para uma melhor economia. Dessa forma, os cômodos em que se mais utilizam a televisão devem possuir o aparelho com menor consumo de energia elétrica.

A LEMKE recomenda algumas medidas organizativas para a economia de energia:

  • Desligar a televisão e o receptor quando não forem utilizados, principalmente em ocasiões como de viagens.
  • Não deixar em stand-by. Desligá-los completamente da tomada.
  • Não deixar o aparelho ligado quando estiver dormindo, programando a função timer ou sleep para ser desligada em um determinado tempo futuro.
  • Escolha de televisores mais econômicos, com preferência aos que apresentam certificações, tais como o selo Procel.
  • Optar por televisões de LED, pois acabam consumindo menos energia do que as de PLASMA e LCD.

Confira a Eficiência Energética Residencial – Parte I: Televisores & Receptores!

Eficiência Energética Residencial – Parte I: Televisão e Receptor

As dificuldades econômicas fizeram com que as famílias brasileiras se mostrassem preocupadas na redução imediata de gastos, poupando primordialmente nas contas residenciais.  O consumo de energia elétrica é um grande fator que pode, com algumas medidas organizativas, fazer com que o consumidor economize diariamente. Além disso, a utilização consciente da energia, evitando ao máximo os desperdícios, auxilia em uma maior eficiência energética e ajuda no combate aos impactos causados pela geração de energia elétrica. Dessa maneira, conhecer um pouco sobre o consumo elétrico dos equipamentos utilizados é de extrema importância à sociedade em geral. Com tal objetivo em mente, a LEMKE trará um estudo detalhado de alguns eletrodomésticos mais utilizados.

Ao planejar-se para comprar qualquer produto/serviço, é comum que ocorra uma comparação de vantagens; preços e tecnologias distintas, a fim de se encontrar o produto/serviço mais vantajoso. Muitas das vezes optamos pelo que atenda as necessidades desejadas e que, principalmente, possua o menor preço. Entretanto, muitos consumidores não prezam pelo consumo elétrico médio do equipamento e sequer notam a sua potência nominal na hora de adquiri-lo. Por horas, o equipamento pode requerer muito mais energia que outro aparelho similar, o qual possuía um preço reduzido.

Segundo o Programa Energético da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), o consumo de energia elétrica pela televisão representa expressivos 6% do total consumido em uma residência. Dessa maneira, com o auxílio de um analisador de tensão, a LEMKE criou uma curva de potência analisando juntamente uma televisão LED de 32 polegadas, bem como o seu receptor. A curva pode ser analisada em cinco estágios diferentes:

Estágio I – 10:15 até 10:16 – Televisão e Receptor desligados na tomada.
Estágio II – 10:16 até 10:18 – Televisão Ligada e Receptor desligado na tomada.
Estágio III – 10:18 até 10:21 – Televisão e Receptor ligados.
Estágio IV – 10:21 até 10:23 – Somente o Receptor ligado.
Estágio V – 10:23 até 10:25 – Receptor em modo de espera (Stand by).

A curva de potência pode ser observada abaixo.

Curva de potência -Televisão e Receptor

Assim, pode ser observado que a televisão e o receptor consomem energia mesmo no modo de operação, ou stand by. Isso ocorre quando a televisão e/ou o receptor estão ligados na tomada, mas não estão funcionando plenamente. Normalmente, os aparelhos se apresentam desligados com alguma luz indicando que o aparelho está à espera de um novo comando de acionamento. Logo, os principais circuitos dos produtos ainda continuam recebendo energia. Esse desperdício gera um considerável consumo médio de 11 W por hora.

De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2015 – Hábitos de consumo de mídia pela população brasileira, estudado e divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, cada residência brasileira assiste em média 4 horas e 31 minutos por dia. Dessa forma, a televisão encontra-se em modo stand by por aproximadamente 19 horas e 30 minutos. A energia desperdiçada correspondente ao modo stand by durante um mês é de: Pot = 19,5 h * 11 W * 30 dias = 6,435 kWh.

Considerando que a tarifa COPEL de energia do subgrupo B1 convencional com impostos (ICMS, PIS e COFINS) é de R$ 0,64543 por kWh: Valor na conta de energia elétrica = 0,64543 * 6,435 = R$ 4,15.

Ou seja, por mês, uma televisão de LED de 32 polegadas juntamente com um receptor gastam R$ 4,15 somente no modo stand by.  Ao ano, esse valor aumentaria para R$ 49,83. Retirando tais equipamentos da tomada, além de reduzir o desperdício, haverá uma redução na conta elétrica.

A LEMKE recomenda algumas medidas organizativas para a economia de energia:

  • Desligar a televisão e o receptor quando não forem utilizados, principalmente em ocasiões como de viagens.
  • Não deixar em stand-by. Desligá-los completamente da tomada.
  • Não deixar o aparelho ligado quando estiver dormindo, programando a função timer ou sleep para ser desligada em um determinado tempo futuro.
  • Escolha de televisores mais econômicos, com preferência aos que apresentam certificações, tais como o selo Procel.
  • Optar por televisões de LED, pois acabam consumindo menos energia do que as de PLASMA e LCD, assunto que será tratado em nosso próximo post!

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