Combustíveis fósseis e seus Impactos ambientais, sociais e geopolíticos

Impactos ambientais dos Combustíveis Fósseis

A sociedade do mundo moderno é extremamente dependente dos combustíveis fósseis. De acordo com o Relatório de Energias Renováveis (REN 21, 2016), o consumo de energia elétrica gerada através do petróleo, gás natural, carvão mineral e seus derivados atingiu a uma expressiva marca de 78,3% do total de energia utilizada no mundo em 2015. Apesar de notadamente ser a principal fonte energética mundial, tais recursos geram gravíssimos impactos ambientais ao planeta Terra e impasses sócio-políticos à sociedade geral.

 Os padrões atuais de produção e consumo de energia são baseados fortemente na queima de combustíveis fósseis (GOLDEMBERG e LUCON, 2007). Todavia, as reservas existentes destes recursos são finitas, sendo previsível que elas se esgotem em uma expectativa de 41 anos para o petróleo, 63 anos para o gás natural e 147 anos para o carvão (GOLDEMBERG, 2015). Dessa forma, o mundo se vê em uma situação a qual o planejamento energético é de extrema importância, pois em uma ou duas gerações as principais fontes de energia mundial estarão escassas.

O consumo de combustíveis fósseis é regido a partir das reações de combustão. Ao somar o combustível juntamente a um comburente, ocorrerá a liberação de calor ou a produção de energia. Essas, são amplamente utilizadas nos mais variados processos do cotidiano, como, por exemplo, nos meios de transporte ou termoelétricas. Entre os produtos desta reação encontram-se alguns gases nocivos ao meio ambiente que são liberados à atmosfera. E cabe aqui, dar um estaque especial ao gás carbônico. Em 2015, o total de emissões antrópicas associadas à matriz energética brasileira atingiu 462,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (Mt CO2-eq), sendo a maior parte (194,0 Mt CO2-eq) gerada no setor de indústrias e transportes (EPE, 2016). Tal gás é um dos causadores da poluição atmosférica, da chuva ácida e do efeito estufa intensificado, o qual provoca o aquecimento global.

O setor elétrico brasileiro emitiu, em média, 139,6 kg CO2 para produzir 1 MWh de energia no ano de 2015 (EPE, 2016). O país tem se destacado por apresentar reduzidos índices de emissão comparativamente ao resto do mundo. Para produzir 1 MWh, o setor elétrico brasileiro emite 3 vezes menos que o europeu, 4 vezes menos do que o setor elétrico americano e 6 vezes menos do que o chinês (EPE, 2016). Tal fato decorre devido ao elevado percentual de participação de fontes renováveis de energia na matriz energética brasileira (EPE, 2007), com especial destaque a expressiva participação da energia hidráulica e o uso representativo da biomassa. Apesar dos níveis de emissões de gás carbônico reduzidos, diminuir tal taxa significará um desenvolvimento à nação brasileira e uma contribuição ambiental a nível mundial.

Ainda, quanto aos impactos, devem ser levados em conta, os riscos de acidentes com derramamentos de petróleo que prejudicam de forma intensa e duradoura a vida marinha. (EPE, 2007). As manchas de óleo impedem ou diminuem a entrada de luz no mar prejudicando a fotossíntese dos vegetais, sobretudo o fitoplâncton. Além disso, o óleo impregna as penas das aves, matando-as por hipotermia, entope as vias respiratórias dos mamíferos e interfere nos quimiorreceptores de animais migratórios, deixando-os desorientados; bem como afeta as atividades de quem vive da pesca e do turismo (UNIVERSO FÓSSIL, 2011). Já os vazamentos de petróleo em poços terrestres contaminam lençóis freáticos prejudicando o abastecimento de água em determinadas regiões.

Além dos impactos ambientais, as substanciais reservas de combustíveis estão distribuídas de forma desigual entre os países, gerando problemas geopolíticos no acesso a elas (GOLDEMBERG, 2015). Segundo a revista americana, The National Interest, a briga por tais recursos naturais, em especial ao petróleo, decorre desde a Segunda Guerra mundial. Hitler tinha obsessão em possuir petróleo, sendo essa uma das razões pela tentativa da Alemanha Nazista conquistar a União Soviética. Tomar Stalingrad ou o petróleo de Cáucaso era um de seus objetivos que nunca se realizaram (SPUTNIK, 2016). Também podemos destacar a Guerra do Irã e Iraque entre os anos de 1980 e 1988, a invasão do Iraque ao Kuwait (Primeira Guerra do Golfo) em 1991, bem como a agressão dos Estados Unidos da América ao Iraque em 2002, como conflitos armados que tiveram entre os fatores envolvidos a disputa pelo controle de combustíveis fósseis (SPUTNIK, 2016). Com a escassez de tais recursos naturais, conflitos como esses tendem a se intensificar.

O processo de extinção dos combustíveis, a segurança no acesso aos combustíveis fósseis e a degradação da saúde e das condições ambientais relatam uma tendência muito forte da diminuição cada vez mais da participação de combustíveis fósseis na matriz energética em função de uma maior conscientização e pressão da sociedade em busca de alternativas não poluentes através de fontes renováveis.

Leia também os Impactos causados sobre as Usinas Hidrelétricas! Clique aqui!

 

Referências:

EPE. Empresa de Pesquisa Energética. Plano Nacional de Energia 2030. EPE, 2007.
 EPE. Empresa de Pesquisa Energética. Balanço Energético Nacional 2016: Ano base 2015. EPE, 2016.
GOLDEMBERG, José; LUCON, Oswaldo. Energia e meio ambiente no Brasil. Estudos Avançados 21. São Paulo, 2007
GOLDEMBERG, José. Energia e Sustentabilidade. Revista Cultura e extensão USP. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
REN21 – Renewables 2016 Global Status Report. Paris, 2016.
SPUTNIK. Cinco Guerras pelo petróleo que acabaram em desastre. 2016.
UNIVERSO FÓSSIL. Impactos Ambientais Dos combustíveis Fósseis. 2011.

Eficiência Energética Residencial – Parte II: Televisão e sua tecnologias

Eficiência Energética e Televisão

A escolha do modelo do televisor durante o seu processo de compra é de extrema importância, pois sua potência nominal é quem dará uma ideia do quanto de energia elétrica o aparelho consumirá ao longo de sua utilização. As diferentes tecnologias de televisão têm influências diferentes sobre o consumo. Algumas exigem uma maior quantidade de energia para funcionar, enquanto outras necessitam de muito menos. Para uma maior economia, é necessário observar alguns detalhes técnicos da televisão ao comprá-la, tais como a tecnologia de sua tela (Tubo, Plasma, LCD, LED e OLED) e o tamanho da mesma. Tais definições são sintetizadas abaixo.

  • Plasma: Sua tela é dividida em milhões de células, as quais são iluminadas individualmente, necessitando de uma grande quantidade de energia para o seu funcionamento.
  • LCD: Já os modelos de LCD contam com um sistema de iluminação fluorescente inteiriço. Consome menos energia que as telas de plasma, mas ainda assim não é o modelo mais econômico.
  • LED: Os modelos de televisão que utilizam as lâmpadas LED’s são um dos tipos utilizados de tecnologia LCD. As lâmpadas LED’s requerem menos energia que as lâmpadas fluorescentes, sendo mais econômicas que as de LCD.
  • OLED: Tecnologia mais moderna existente no meio de televisores. Não necessita de uma fonte para iluminação traseira, pois emite luz própria.

De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2015 – Hábitos de consumo de mídia pela população brasileira, estudado e divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, cada residência brasileira assiste em média 4 horas e 31 minutos por dia. Considerando esse intervalo de tempo, a LEMKE realizou algumas tabelas comparativas para ter a certeza de qual tecnologia é a mais apropriada para fins econômicos.

Para uma comparação entre as tecnologias Tubo, Plasma, LCD, LED e OLED, foi considerado três casos, os quais contemplam diferentes tamanhos de telas. O caso A compara televisões com telas entre 29 a 32 polegadas, o caso B entre 40 e 42 polegadas e o Caso C entre 52 a 55 polegadas. Além disso, para os devidos cálculos, foi utilizada a tarifa COPEL de energia do subgrupo B1 convencional com impostos inclusos (ICMS, PIS e COFINS), a qual possui um valor de R$ 0,64543 por kWh. Por fim, realizamos uma comparação do valor de consumo de televisões aos próximos dez anos com o valor da tarifa congelada. As tabelas podem ser analisadas abaixo.

É válido ressaltar que os valores apresentados acima variam entre modelos e marcas das televisões. Os valores considerados foram retirados de grandes marcas atuantes no mercado brasileiro e apresentam uma média de consumo.

Tecnologia de Televisores

Pode-se observar nas tabelas acima que nos três casos a tecnologia LED se sobrepõe, podendo ser considerada a mais econômica dentre as outras. Devido a esse motivo, é possível perceber que a demanda pelas televisões com a tecnologia LCD e Plasma tendem a se extinguir e de fato, elas já estão sendo difíceis de serem encontradas no mercado. Outro fator que podemos observar é que quanto menor a tela do televisor, menor é o consumo de energia elétrico e por consequência, menor são os impactos ambientais. A tecnologia LED é mais vantajosa financeiramente do que a LCD e Plasma, que por sua vez, são mais vantajosas que as de Tubo.

A troca de aparelhos televisores por muitas vezes é inviável, devido a seu custo significativamente alto para grande parte da população brasileira. Dessa forma, a LEMKE recomenda o remanejamento de televisores em sua residência para uma melhor economia. Dessa forma, os cômodos em que se mais utilizam a televisão devem possuir o aparelho com menor consumo de energia elétrica.

A LEMKE recomenda algumas medidas organizativas para a economia de energia:

  • Desligar a televisão e o receptor quando não forem utilizados, principalmente em ocasiões como de viagens.
  • Não deixar em stand-by. Desligá-los completamente da tomada.
  • Não deixar o aparelho ligado quando estiver dormindo, programando a função timer ou sleep para ser desligada em um determinado tempo futuro.
  • Escolha de televisores mais econômicos, com preferência aos que apresentam certificações, tais como o selo Procel.
  • Optar por televisões de LED, pois acabam consumindo menos energia do que as de PLASMA e LCD.

Confira a Eficiência Energética Residencial – Parte I: Televisores & Receptores!

Eficiência Energética Residencial – Parte III: Pisca-Piscas

árvore de natal

O fim do ano se aproxima e o espírito de natal começa a florescer através dos enfeites luminosos destacados nas fachadas das residências.  Os pinheirinhos são alegrados com os famosos pisca-piscas de maneira a dar cor e luz à data festiva. Por serem fisicamente pequenos, tais cordões de lâmpadas dão a ideia de consumirem uma pequena parcela de energia elétrica. Assim sendo, muitos ignoram seu consumo e os deixam ligados a uma considerável fração do dia. E é aí que muitos se enganam.

Afinal, qual é o impacto dos pisca-piscas na fatura de energia elétrica? Para esse estudo, comparamos dois tipos de tecnologias de mini lâmpadas encontradas no mercado: as Incandescentes e as LED’s. Além disso, realizamos três comparações distintas quanto ao número de horas por dia em que as lâmpadas ficam acesas durante todo o mês de dezembro (31 dias). Por fim, consideramos a tarifa COPEL vigente para clientes do subgrupo B1 (residencial) – R$ 0,64543 por kWh com os Impostos.

Caso um cordão de 200 mini lâmpadas incandescentes fique ligado das 9 horas da noite às 7 horas da manhã do dia seguinte, o custo pela energia elétrica consumida será de R$ 12,00 ao mês. Tal custo pode ser diminuído principalmente por dois pontos: a peculiaridade do material e o tempo que o mesmo fica em funcionamento. Dessa forma, ao comparar as lâmpadas incandescentes com as de tecnologia Led, observamos uma redução expressiva em seu consumo e consequentemente em seu custo. Os R$ 12,00 passariam para R$ 2,40, ou seja, um preço cinco vezes menor. Caso diminuirmos na metade o tempo de uso considerado previamente, espera-se um custo reduzido em 50%.  Essas conclusões podem ser observadas na tabela abaixo.

Pisca-Piscas

De acordo com a Resenha mensal do Mercado de Energia Elétrica, publicado em Janeiro de 2016 pela Empresa de Pesquisa Energética, o consumo médio de energia elétrica em uma residência no Brasil foi de 161,8 kWh no ano de 2015. Assim sendo, o consumo de energia elétrica pelas mini lâmpadas incandescentes, caso sejam ligadas por 10 horas ao dia, representam expressivos 11,49 % da fatura total, ao contrário dos 2,3% quando utilizado a tecnologia Led. Os gastos de energia elétrica podem aumentar consideravelmente com a utilização dos pisca-piscas. Deixar de decorar a casa não é a melhor a solução, visto que as lâmpadas Led consomem bem menos energia, possuem uma maior durabilidade, além de possuírem uma maior intensidade luminosa.

A LEMKE recomenda algumas medidas para a economia de energia:

  • Reduzir o tempo dos pisca-pisca ligados;
  • Dar a preferência as lâmpadas LED;
  • É possível colocar timers em sistemas de iluminação de natal. Timer é um dispositivo que quando programado pode ser utilizado para desligar os pisca-piscas em um horário pré-determinado. Afinal, quem irá observar os enfeites quando todos estiverem dormindo?

Confira outras medidas para a economia de energia residencial:

   Eficiência Energética Residencial – Parte I: Televisão & Receptor – Clique aqui.
   Eficiência Energética Residencial – Parte II: Televisão e suas Tecnologias – Clique aqui.

Baseado em um Sistema Espanhol, o Sistema de Bicicletas Compartilhadas (Bike-sharing) fará parte da Mobilidade Urbana de Curitiba

bicicletas compartilhadas Curitiba

Atualmente, os sistemas de bicicletas compartilhadas estão amplamente popularizados, podendo ser encontrado em mais de 400 cidades ao redor do mundo, incluindo importantes centros de urbanização, tais como Paris, Londres; Washington D.C., Estados Unidos; e, São Paulo, Brasil. A lista de cidades que possuem o sistema é enorme, visto os inúmeros benefícios que o sistema pode trazer: redução do congestionamento, melhora na qualidade do ar de forma a não emitir poluentes, fornecimento de serviços complementares ao transporte público, favorecimento à saúde da sociedade, além do aprimoramento da imagem pública da cidade.

Curitiba, sendo uma das mais importantes cidades sustentáveis do Brasil, não teria como deixar de utilizar tal sistema. O consórcio Bike Fácil, apresentou no último dia 29, um protótipo dos veículos e dos paraciclos – Instalação física de armazenamento das bicicletas – sugeridos para a implantação na capital paranaense. O consórcio realizou uma parceria com a empresa hispânica Ride On, do mesmo criador que a organização Bonopark, a qual administra o sistema de compartilhamento de bicicletas em Madrid, na Espanha.

A proposta é que se tenha 480 bicicletas e 43 estações divididas em pequeno, médio e grande porte, distribuídas pela cidade. Caso a empresa venha a ganhar a licitação a qual participam, a previsão é de que as bicicletas já estejam circulando a partir de Janeiro de 2017, sendo instalado o primeiro lote com 25 estações e 280 bicicletas nos primeiros 75 dias. Além disso, todas as estações de troca possuirão pontos de Wi-fi gratuitos para facilitar os empréstimos via aplicativo em Smartphones.

Quanto às tarifas, a empresa Bike Fácil pretende cobrar R$ 5 pela tarifa diária, R$ 12 pela tarifa mensal e R$ 54 pela tarifa semestral. No entanto, durante o período contratado, o usuário poderá utilizar a bicicleta alugada por 45 minutos e terá de esperar mais 15 minutos para podê-la emprestar novamente. A ideia nesse caso é a de incentivar a rotatividade das bicicletas, tendo a certeza de que sempre haverão meios de transportes disponíveis aos outros usuários. Caso houver algum atraso nos 45 minutos, haverá taxas adicionais com um valor entre R$2 e R$2,5 para cada 15 minutos ultrapassados.

Um dos fatores que mais chamam a atenção, é que as bicicletas compartilhadas terão um suporte devido para o encaixe de baterias, de tal forma a transformar a bicicleta convencional em uma bicicleta híbrida. A ideia inicial é de que cada usuário possua o seu próprio sistema e o acople no meio de locomoção quando for utilizado, como o sistema add-e. Caso a empresa for homologada, a Bike Fácil terá os direitos de implantação, operação, manutenção e monitoramento do serviço integrado de bicicletas públicas em Curitiba durante os próximos cinco anos.

Curitiba e Eletromobilidade. A capital está pronta para os carros elétricos?

Curitiba e Eletromobilidade. Curitiba está pronta para atender as mudanças na mobilidade urbana com a introdução da Eletromobilidade?

É inegável a enorme contribuição que o transporte rápido por ônibus (BRT) proporcionou para mobilidade dos curitibanos e ao planejamento da capital paranaense. Além de conectar os quatro cantos do município, tal sistema público de transporte integrado foi referência para mais de 180 cidades ao redor do mundo. No entanto, com a expansão da cidade e o crescimento desordenado da população, tais meios de locomoção apresentaram-se com problemas de superlotações, principalmente em horários de pico.  Além disso, somam-se o sistema de trânsito engarrafado e as ciclovias mal sinalizadas, dificultando ainda mais a mobilidade em Curitiba. Dessa maneira, alterações devem ser realizadas para uma melhoria no planejamento do fluxo de veículos na cidade considerada. A eletromobilidade pode ser considerada uma solução inserida nesse contexto. Curitiba estaria pronta para atender essa mudança?

Sendo considerada uma cidade-modelo, Curitiba deve adotar soluções sustentáveis para a redução de congestionamentos, surgindo os meios de locomoção movidos à eletricidade como uma alternativa que, se complementadas com o sistema de transporte público atuais, poderiam contribuir como uma resposta ao problema. Os incentivos do governo à eletromobilidade já aparecem ainda que de maneira tímida. Uma pequena parcela dos ônibus públicos já são híbridos, funcionando a partir de motores elétrico e a diesel. Além disso, até o final de 2017, por meio de um sistema de compartilhamento, Carros elétricos poderão ser os mais novos meios de transporte público de Curitiba. Sempre inovando, Baseado em um sistema espanhol, o Sistema de Bicicletas Compartilhadas (Bike sharing) fará parte da mobilidade urbana de Curitiba, de tal forma que as bicicletas possuirão um suporte para o encaixe de baterias e com o acoplamento de um sistema específico, no qual a bicicleta convencional transforma-se em uma bicicleta híbrida. Por fim, desde o ano passado, o Governo federal zerou o Imposto de Importação para os automóveis movidos à eletricidade, favorecendo à importação desses veículos.

A eletromobilidade é uma tendência mundial para as próximas gerações, sendo impulsionado tanto pelas políticas de incentivo dos governos quanto pela pressão da sociedade quanto aos impactos ambientais causados pelos automóveis movidos a motor a combustão. Sistemas de compartilhamento de carros elétricos como o Car2go,  variedade de tecnologias nesta área (SOLO e Greyp G12S) e, dispositivos acoplados em bicicletas as transformando em elétricas como o add-e, já são de uso comum em outros países.

A nível mundial, os motores elétricos para fins automotivos já são amplamente utilizados e algumas nações desenvolvidas já cogitam em proibir os carros à combustão em um longo prazo.   A Alemanha está entre esses países, com uma expectativa de banir a produção de automóveis a gasolina e a diesel até 2030, com a subsequente proibição de sua circulação até 2050. Tal resolução já foi aprovada no país e o governo alemão investirá cerca de US$ 1,3 bilhão para subsidiar a compra de carros elétricos até 2019. Essa ação ajudará a Alemanha a reduzir a emissão de dióxido de carbono entre 80% a 95% até 2050, meta acordada no Pacto Mundial sobre o Clima da Conferência em Paris. Além da Alemanha, países como a Holanda, o Reino Unido e a Noruega, bem como a província de Quebéc (Canadá) e alguns estados americanos – Connecticut, Maryland, Massachussets, Nova York, Oregon, Rhode Island e Vermont – preveem o fim dos veículos poluentes até 2050.

Dessa maneira, as empresas envolvidas diretamente e indiretamente com a eletromobilidade já se preparam para as mudanças que virão a acontecer. A BMW, por exemplo, já possui os modelos elétricos I8 E I3 disponíveis no Brasil. A Volkswagen se prepara para o lançamento do ID Concept, carro elétrico a ser comercializado a partir de 2020. Da mesma forma, a Audi vende seus carros híbridos E-tron. Mundialmente, uma das maiores fabricantes de baterias de lítio-íon, a Accumotive, subsidiária da Daimler, a qual presta serviços para a Mercedez-Benz, está investindo € 500 milhões em fabricação de baterias de lítio-íon, construindo uma segunda fábrica de forma a quadruplicar suas instalações.

Seguindo esses modelos, o polo industrial automotivo de Curitiba já deve estar se preparando para esse período de transição de mercado. Inclusive algumas organizações já realizam a produção e a comercialização de carros elétricos, como é o caso do Renault Kangoo Z.E., carro 100% elétrico da Renault e já utilizado pelo Correios para a entrega de encomendas na região de Curitiba. Ademais, a empresa realiza importações de seu modelo elétrico Renault Twizy, chegando a custar um pouco mais de 30 mil reais em terras brasileiras. A meta da empresa é ter Curitiba como a capital nacional da mobilidade de impacto ambiental e para isso, realiza extensas pesquisas para a otimização de tais sistemas. Além da empresa de raízes francesas, a Nissan e a Volvo já possuem estudos nessa área para a implementação de veículos elétricos na capital.

O fato é que com o crescimento da tecnologia elétrica automotiva nos países desenvolvidos, espera-se uma melhora qualitativa em seus equipamentos/produtos e consequentemente uma baixa nos custos dos mesmos, viabilizando aos poucos o seu uso em países em desenvolvimento como no Brasil. A eletromobilidade já estará presente de fato  em um futuro próximo e Curitiba, como cidade-modelo, se encaminha com seu polo industrial automotivo e com os incentivos promovidos pelo governo, a ser uma das primeiras cidades brasileiras a ser referência na eletromobilidade.

Curso Gratuito em Sustentabilidade: Plataforma edX

Curso gratuito em sustentabilidade

 Curso Gratuito em Sustentabilidade

Atualmente o conceito de desenvolvimento sustentável está atrelado em todas as esferas da sociedade. A consciência de preservação dos recursos naturais de forma a utilizá-los corretamente para que as gerações futuras não fiquem desprovidas dos mesmos deve ser uma visão compartilhada por todos. Além disso, entender as inúmeras variáveis que afetam os ecossistemas de tal forma a diminuir os impactos ambientais é responsabilidade da sociedade de maneira única. Assim sendo, seguem abaixo uma lista de cursos que são oferecidos gratuitamente na plataforma edX para proporcionar um melhor conhecimento da sustentabilidade e as ações para promovê-la.

  • Liderando o Desenvolvimento Sustentável das Cidades: Clique Aqui! 
  • The Science and Practice of Sustainable Development – A ciência e a prática do desenvolvimento sustentável: Clique Aqui!
  • Sustainability, Resilience and Society – Sustentabilidade, Resiliência e Sociedade: Clique Aqui!
  • Sustainability in Everyday Life – Sustentabilidade no Cotidiano: Clique Aqui!
  • Sustainable Energy: Design a renewable future – Energia sustentável: Projete um futuro renovável: Clique Aqui!
  • Solar Energy – Energia Solar: Clique Aqui!

A plataforma edX oferece milhares de cursos gratuitos ministrados  por universidades reconhecidas mundialmente.  Entre elas destacam-se: Massachussets Institute of Technology (MIT), Harvard University, Berkeley – University of California, Princeton University e University of Toronto. Os cursos são ministrados em sua maior parte em inglês, entretanto é possível encontrar cursos dirigidos em outros idiomas. Apesar de ser gratuita, a plataforma não oferece o certificado gratuitamente. Dessa forma, há a disponibilidade do pagamento de uma taxa específica para a retirada do certificado oficial.

Eficiência Energética Residencial – Parte I: Televisão e Receptor

As dificuldades econômicas fizeram com que as famílias brasileiras se mostrassem preocupadas na redução imediata de gastos, poupando primordialmente nas contas residenciais.  O consumo de energia elétrica é um grande fator que pode, com algumas medidas organizativas, fazer com que o consumidor economize diariamente. Além disso, a utilização consciente da energia, evitando ao máximo os desperdícios, auxilia em uma maior eficiência energética e ajuda no combate aos impactos causados pela geração de energia elétrica. Dessa maneira, conhecer um pouco sobre o consumo elétrico dos equipamentos utilizados é de extrema importância à sociedade em geral. Com tal objetivo em mente, a LEMKE trará um estudo detalhado de alguns eletrodomésticos mais utilizados.

Ao planejar-se para comprar qualquer produto/serviço, é comum que ocorra uma comparação de vantagens; preços e tecnologias distintas, a fim de se encontrar o produto/serviço mais vantajoso. Muitas das vezes optamos pelo que atenda as necessidades desejadas e que, principalmente, possua o menor preço. Entretanto, muitos consumidores não prezam pelo consumo elétrico médio do equipamento e sequer notam a sua potência nominal na hora de adquiri-lo. Por horas, o equipamento pode requerer muito mais energia que outro aparelho similar, o qual possuía um preço reduzido.

Segundo o Programa Energético da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), o consumo de energia elétrica pela televisão representa expressivos 6% do total consumido em uma residência. Dessa maneira, com o auxílio de um analisador de tensão, a LEMKE criou uma curva de potência analisando juntamente uma televisão LED de 32 polegadas, bem como o seu receptor. A curva pode ser analisada em cinco estágios diferentes:

Estágio I – 10:15 até 10:16 – Televisão e Receptor desligados na tomada.
Estágio II – 10:16 até 10:18 – Televisão Ligada e Receptor desligado na tomada.
Estágio III – 10:18 até 10:21 – Televisão e Receptor ligados.
Estágio IV – 10:21 até 10:23 – Somente o Receptor ligado.
Estágio V – 10:23 até 10:25 – Receptor em modo de espera (Stand by).

A curva de potência pode ser observada abaixo.

Curva de potência -Televisão e Receptor

Assim, pode ser observado que a televisão e o receptor consomem energia mesmo no modo de operação, ou stand by. Isso ocorre quando a televisão e/ou o receptor estão ligados na tomada, mas não estão funcionando plenamente. Normalmente, os aparelhos se apresentam desligados com alguma luz indicando que o aparelho está à espera de um novo comando de acionamento. Logo, os principais circuitos dos produtos ainda continuam recebendo energia. Esse desperdício gera um considerável consumo médio de 11 W por hora.

De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2015 – Hábitos de consumo de mídia pela população brasileira, estudado e divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, cada residência brasileira assiste em média 4 horas e 31 minutos por dia. Dessa forma, a televisão encontra-se em modo stand by por aproximadamente 19 horas e 30 minutos. A energia desperdiçada correspondente ao modo stand by durante um mês é de: Pot = 19,5 h * 11 W * 30 dias = 6,435 kWh.

Considerando que a tarifa COPEL de energia do subgrupo B1 convencional com impostos (ICMS, PIS e COFINS) é de R$ 0,64543 por kWh: Valor na conta de energia elétrica = 0,64543 * 6,435 = R$ 4,15.

Ou seja, por mês, uma televisão de LED de 32 polegadas juntamente com um receptor gastam R$ 4,15 somente no modo stand by.  Ao ano, esse valor aumentaria para R$ 49,83. Retirando tais equipamentos da tomada, além de reduzir o desperdício, haverá uma redução na conta elétrica.

A LEMKE recomenda algumas medidas organizativas para a economia de energia:

  • Desligar a televisão e o receptor quando não forem utilizados, principalmente em ocasiões como de viagens.
  • Não deixar em stand-by. Desligá-los completamente da tomada.
  • Não deixar o aparelho ligado quando estiver dormindo, programando a função timer ou sleep para ser desligada em um determinado tempo futuro.
  • Escolha de televisores mais econômicos, com preferência aos que apresentam certificações, tais como o selo Procel.
  • Optar por televisões de LED, pois acabam consumindo menos energia do que as de PLASMA e LCD, assunto que será tratado em nosso próximo post!

Achou interessante? Comente em nossa página quais são os eletrodomésticos que quer saber mais a respeito!!!

Paulistanos terão Incentivo Financeiro ao utilizarem Bicicletas no dia-a-dia

Estabelecer novas práticas de mobilidade urbana, incentivando o transporte limpo, é uma tendência a todos os governos apreensivos com os impactos ambientais causados pela queima de combustíveis fósseis. Além disso, é uma maneira de progredir o planejamento urbano de uma cidade, de forma a diminuir o congestionamento em horários mais tumultuados. Com essa ideologia, o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criou um projeto de lei para sobrepor os bilhetes únicos por um sistema de recompensa para os cidadãos que se dispõem da utilização de bicicletas em seu deslocamento diário.

O texto substitutivo PL 147/216, autoria do vereador Police Neto (PSD), foi aprovado em 24 de agosto desse ano, regulamentando um incentivo financeiro aos cidadãos que se deslocarem de bicicleta em seus percursos cotidianos a partir de 1º de janeiro de 2017. Definido como ‘Programa Bike SP’, a ideia central é que o usuário passe a acumular créditos de mobilidade (Bilhete da mobilidade) de acordo com o horário e distância percorridos, podendo ser futuramente convertido em dinheiro, utilizado em uma rede conveniada de serviços, ou ainda, podendo ser descontada em contas de serviços públicos ou de utilidade pública.

O programa possui como objetivos diretos a criação de uma cultura favorável aos deslocamentos cicloviários como mobilidade de deslocamento eficiente e saudável; a redução de veículos automotores em circulação e dos índices de emissão de poluente no ar, a melhoria das condições de saúde da população; o desenvolvimento de ações voltadas à melhoria do sistema de mobilidade cicloviária; a conscientização da sociedade quanto aos efeitos indesejáveis da utilização do veículo automotor nas locomoções urbanas; o incentivo do uso da bicicleta para os deslocamentos ao trabalho; a promoção do programa de compartilhamento de bicicleta, em especial para os deslocamentos de integração ao Serviço de Transporte Coletivo Público de Passageiros.

O dinheiro para o pagamento aos ciclistas viria do subsídio que é repassado ao transporte público. A cada passageiro que deixasse de utilizar o ônibus, a prefeitura economizaria em torno de R$1,91 por viagem. A maior utilização de bicicletas desafogaria o sistema de transporte público e diminuiria a quantidade de carros circulantes de tal forma a melhorar a qualidade da mobilidade urbana.

As bicicletas ainda não são extensivamente utilizadas no Brasil como em outros locais ao redor do globo, muito devido ao preconceito de algumas pessoas ao acreditarem que este meio de transporte está relacionado a um grupo menos favorecido financeiramente. Essa diminuta idealização deve ser quebrada. Amsterdã, por exemplo, considerada a capital mundial desse meio de locomoção, possui aproximadamente 50% de sua população utilizando tal meio de transporte diariamente. A Holanda é um dos países mais povoados do mundo e esta foi a solução com o qual a sociedade, juntamente com as políticas de incentivo governamentais, encontraram para combater um possível colapso no trânsito. A inclusão do ciclismo nos grandes centros urbanos deve ser uma ação imediata para descongestionar o trânsito e reduzir a emissão de gases poluentes à atmosfera, contribuindo para um melhor planejamento na cidade, colaborando para uma melhor saúde da sociedade e ajudando ao meio ambiente.

SOLO, novo carro elétrico é lançado no Canadá pela Electra Meccanica.

Eletromobilidade

A empresa automobilística Electra Meccanica, com a sede principal localizada em Vancouver, Canadá, lançou neste ano o projeto do carro elétrico sustentável SOLO, o qual atende às necessidades de pessoas que, em maior parte, utilizam automóveis para suas atividades diárias com apenas um passageiro no veículo.

Com um único assento, três rodas e seu tamanho reduzido quando comparado com a maioria dos carros convencionais, o SOLO conta com um design autêntico e moderno, proporcionando inúmeras vantagens aos seus clientes.  O SOLO foi projetado para a mobilidade nas proximidades da cidade, garantindo a efetividade das necessidades básicas diárias  de seus usuários com um menor custo possível. Devido a sua dimensões menores, mais carros podem ocupar espaços nas vias, diminuindo congestionamentos em horários de pico. Além disso, há a redução na emissão dos gases poluentes, os quais seriam emitidos pela combustão dos combustíveis fósseis advindas de carros convencionais quando utilizados no lugar deste.

O carro pode atingir uma velocidade de até 130 km/h, alcançando uma marca de 96.56 km/h em apenas 8 segundos. Sua bateria é de lítio, bivolt, podendo ser carregada em um período de 3 horas (220V) até 6 horas (110V). A primeira produção do SOLO será limitada em apenas 1000 unidades, podendo ser adquirido em qualquer parte do Canadá e dos Estados Unidos.

Fonte das imagens: https://electrameccanica.com/image-gallery. Acesso em 04 out. 2016.

carro eletrico

Carro eletrico

Carros elétricos poderão ser os mais novos meios de transporte público em Curitiba

carro eletrico

Curitiba é reconhecida mundialmente como uma cidade sustentável, já tendo sido eleita como a cidade mais verde da América Latina pelo relatório Green City Index, publicado pela Siemens AG, em 2012. Além disso, em 2010, a capital paranaense foi nomeada internacionalmente como a cidade mais sustentável com o prêmio Globe Sustainable City Award, em Estocolmo, na Suécia. Sempre com a sustentabilidade em mente, Curitiba poderá inovar mais uma vez em seu setor de transportes.

Assim sendo, a prefeitura de Curitiba lançou um edital de chamamento público em maio deste ano, referente à implantação e operação de sistema de transporte coletivo com acionamento elétrico, de características urbanas. Entre os projetos apresentados em setembro, dois deles possuem uma ideia em comum: o compartilhamento de carros. A implementação seria uma inovação no mercado brasileiro, entretanto já é existente no mundo a fora.

car2go Carsharing

Até o fim de 2017, os projetos apresentados têm como meta compartilhar 50 carros elétricos e 30 estações, para o carregamento, com os curitibanos. Tais carros elétricos seriam adequados para viagens de pequenas distâncias, com o principal objetivo de descongestionar certas regiões no trânsito da capital. Dessa maneira, o usuário retiraria o carro elétrico em um ponto de estacionamento e o devolveria em outro, com a proposta de que esse mesmo carro fosse utilizado a partir do último ponto deixado, ou seja, que o carro permanecesse em constante movimento ao longo do dia.

Segundo o estudo do Centro de Pesquisa em Transportes (TSRC) realizada pela Universidade de Berkeley, no estado da Califórnia, Estados Unidos, seriam 11 carros convencionais retirados da rua a cada carro compartilhado. Dessa maneira, a emissão de gás carbônico devido a combustão dos combustíveis fósseis reduziria em até 13 toneladas. Tal gás é um dos causadores da poluição atmosférica, da chuva ácida, do efeito estufa intensificado.

A capital paranaense poderá ter a vantagem de se basear em projetos em funcionamento no exterior, evitando erros e aumentando a eficácia na prestação desse serviço. Uma das maiores redes de compartilhamento de carros elétricos e convencionais no mundo é a Car2go. Fundada na Alemanha em 2008 e disponível em muitos países da Europa e da América do Norte, a empresa facilita o compartilhamento de sua frota por meio de aplicativos instalados em smartphones, de tal forma ao usuário poder verificar qual carro disponível está mais próximo de sua localização. O funcionamento é basicamente o mesmo que poderá ocorrer nas ruas de Curitiba, com uma pequena diferença de que os carros podem ser estacionados em qualquer lugar legal nas cidades participantes. Curitiba está a um passo de, novamente, se tornar uma cidade modelo no setor de transportes.

Fonte da Imagem: https://www.car2go.com

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